O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou por meio de uma ordem executiva que o governo federal deixe de usar a expressão 'artificial intelligence' e adote 'Super Intelligence'. A medida foi apresentada durante um almoço na Casa Branca com líderes do setor, depois de Trump ter sinalizado a ideia em discurso na ONU em 23 de setembro. Segundo a Wired, o presidente espera que as empresas sigam a mudança.
O texto, publicado na newsletter Backchannel, da Wired, destaca que nenhum dos executivos presentes manifestou objeção, entre eles Jeff Bezos, Jensen Huang, Dario Amodei, Mark Zuckerberg, Sundar Pichai, Greg Brockman, Alex Karp e Elon Musk. Depois do encontro, Trump disse à imprensa que o nome havia sido trocado pelas pessoas mais inteligentes do mundo.
Leia tambémPesquisa usa sinais cerebrais para a IA perceber quando errou a intenção do usuárioO escritor Jacob Weisberg, autor do livro Profiles in Cowardice, interpreta o episódio como um teste de lealdade e afirma que só uma reação coletiva dos executivos teria efeito. A Wired perguntou a Google, Microsoft, Anthropic, Meta, Amazon, OpenAI e xAI se mudariam nomes de produtos ou comunicações, e nenhuma havia respondido até a publicação.
Do ponto de vista técnico, o filósofo Nick Bostrom, que popularizou o conceito de superinteligência, explicou à revista que o termo se refere a sistemas que superam amplamente os melhores cérebros humanos, enquanto IA abrange desde filtros de spam até corretores ortográficos. Trump justificou a troca dizendo que a palavra artificial faria a inteligência parecer falsa.
A coluna lembra que os executivos saíram do encontro com um acordo de autorregulação, em vez de supervisão rígida, e questiona se esse compromisso voluntário vai se sustentar. Na Califórnia, o governador Gavin Newsom respondeu com uma ordem executiva própria que garante o uso da expressão inteligência artificial.
Por que isso importa para empresas
- Para empresas brasileiras, a troca de nome tem efeito prático limitado, mas mostra como a política americana passou a influenciar diretamente fornecedores de IA usados no Brasil.
- O ponto que merece atenção é o acordo de autorregulação: sem supervisão externa rígida nos EUA, cabe aos clientes exigir transparência, cláusulas contratuais claras e avaliações próprias de risco dos fornecedores.
Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por Wired. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.



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