O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul está criando seus próprios agentes de inteligência artificial em parceria com a AWS, com o objetivo de reduzir os gastos com tokens. Os agentes estão em fase de homologação. A informação foi dada pelo diretor de TIC do tribunal, Antônio Braz da Silva Neto, durante o Fórum Executivo Brasil AWS Setor Público, em Brasília.
Em entrevista ao canal CDTV, Braz Neto informou que a Gaia, IA criada pelo tribunal para petições iniciais, deve ser liberada a 350 mil advogados nos próximos dias. Com isso, 1.500 novos processos por dia passarão a usar a ferramenta. O uso de IA no TJRS começou em 2023, e hoje a Gaia é desenvolvida em conjunto com cinco tribunais de grande porte do Brasil.
Leia tambémPesquisa usa sinais cerebrais para a IA perceber quando errou a intenção do usuárioO tribunal também reforçou a segurança contra fraudes. Além de usar guardrails da AWS, criou um Núcleo Especializado de TI que apoia magistrados quando há suspeita de uso indevido de IA em uma petição, ajudando a identificar a fraude e até a pedir punição dos responsáveis. Para Braz Neto, a gestão de IA deve ser baseada em riscos, sem frear a inovação.
Por que isso importa para empresas
- O caso mostra que desenvolver agentes próprios sobre infraestrutura de nuvem pode ser um caminho para controlar o custo por token em operações de grande volume.
- Organizações que recebem documentos de terceiros, como departamentos jurídicos e escritórios, devem prever mecanismos para identificar uso indevido de IA nesses materiais.
- A colaboração entre cinco tribunais no desenvolvimento da Gaia indica que dividir custos de desenvolvimento entre instituições é uma opção a ser avaliada também por associações e grupos empresariais.
Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por Convergência Digital. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.



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