O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou em entrevista ao SBT que a desinformação e o uso irregular de inteligência artificial preocupam mais do que ameaças internacionais às eleições. Segundo ele, o Brasil e outras democracias historicamente compartilham conhecimento e se fortalecem mutuamente, sem interferir nos processos eleitorais umas das outras.
O ministro mencionou as sete delegações de observadores internacionais, que representam União Europeia, Parlamento do Mercosul, Liga dos Estados Árabes, Organização dos Estados Americanos, a rede de órgãos eleitorais dos países de língua portuguesa, Uniore e Rede Mundial de Justiça Eleitoral. Para ele, os observadores verão que a atuação da Justiça Eleitoral se concentra no eleitor e na segurança da votação e da apuração.
Leia tambémPesquisa usa sinais cerebrais para a IA perceber quando errou a intenção do usuárioNunes Marques não comentou as acusações recentes de possível interferência dos Estados Unidos. O candidato Renan Santos (Missão) acusou Flávio Bolsonaro (PL) de receber apoio financeiro do grupo Rockbridge Network, que teria o vice-presidente americano JD Vance entre os fundadores. O jornal The Guardian também revelou que democratas do Congresso dos EUA acusaram o governo Donald Trump de tentar favorecer a candidatura do senador.
Além da desinformação e da IA, o ministro listou a violência política de gênero e os abusos na propaganda como desafios urgentes. Ele anunciou ainda uma novidade: os dois últimos eleitores de cada seção serão convidados a acompanhar o encerramento dos trabalhos, o que, segundo Nunes Marques, permitirá que centenas de milhares de pessoas atestem que ninguém mais votou depois delas.
Por que isso importa para empresas
- Empresas que produzem conteúdo, campanhas ou chatbots com IA devem reforçar a revisão de materiais com temas políticos durante o período eleitoral, já que o TSE trata o uso irregular de IA como prioridade.
- Plataformas e agências de comunicação precisam de processos para identificar e remover conteúdo sintético enganoso, o que reduz riscos jurídicos e de reputação.
Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por InfoMoney. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.



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