Com o avanço de agentes, modelos e novos usos da tecnologia, as lideranças empresariais enfrentam uma dúvida recorrente: o gasto com inteligência artificial está trazendo resultado? O tema foi debatido no TI Inside Innovation Forum 2026, em painel sobre eficiência, custos e mensuração. Telma Luchetta, sócia da EY em Financial Services Latam, afirmou que as empresas estão em estágios diferentes, e muitas ainda criam formas de acompanhar o consumo de tokens e GPUs.
Para a executiva, o principal desafio é vincular custos e retornos a uma agenda estratégica. Avaliar somente quanto uma iniciativa custa pode enganar, pois uma aplicação mais cara pode gerar ganhos maiores, como aumento de transações, melhor relacionamento com clientes ou apoio à concessão de crédito, além de reduzir outros gastos do processo. Só a análise conjunta dessas variáveis mostra se há eficiência e permite encerrar projetos fracos e reforçar os promissores.
Leia tambémPesquisa usa sinais cerebrais para a IA perceber quando errou a intenção do usuárioTelma também argumenta que, como a IA já circula por diversos departamentos, prestar contas sobre gasto e resultado deixou de ser tarefa exclusiva do CIO. O movimento deve partir da alta administração, com uma governança que defina padrões e formas de acompanhamento, enquanto cada unidade responde pelas iniciativas que executa. Segundo ela, o número de agentes e aplicações em operação, sozinho, não indica ganho de produtividade.
Ela alerta ainda que comparar indicadores entre empresas sem considerar maturidade e modelo de negócio distorce a análise, e que cada organização deve definir métricas próprias. Pesquisa da EY com líderes de 29 países da Europa e das Américas ilustra o problema: 98% afirmam usar IA, mas só 25% a incorporaram de fato aos processos e sistemas da empresa.
Por que isso importa para empresas
- Antes de ampliar o uso de IA, vale definir indicadores de retorno por iniciativa, ligados a metas do negócio, em vez de acompanhar apenas a fatura de tokens e infraestrutura.
- Gestores podem atribuir às áreas usuárias a responsabilidade pelo resultado de cada aplicação, com uma governança central que padronize a medição.
- Iniciativas desconectadas dos sistemas da empresa tendem a ser difíceis de medir, o que torna a integração um ponto de atenção desde o início do projeto.
Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por TI Inside. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.



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