A OpenAI anunciou nesta semana o Dots, plataforma de agentes de inteligência artificial que executam tarefas em nome do usuário. Cada agente tem um avatar arredondado e nome personalizável. Por enquanto, cada pessoa pode ter apenas um, mas a empresa afirma que será possível usar vários no futuro. O site The Verge testou a ferramenta em tarefas pessoais e profissionais para comparar o desempenho com outros agentes.
A interface divide a tela em duas partes: em uma, o usuário conversa com o agente; na outra, acompanha o trabalho dele em uma máquina virtual. O agente já vem com acesso a programas como Blender e GIMP, pode controlar o computador da pessoa pelo aplicativo de desktop do ChatGPT e aceita conversas por chamada de voz. A liberação começou pelos planos mais caros, enquanto Muse e Instinct são gratuitos por ora.
Leia tambémPesquisa usa sinais cerebrais para a IA perceber quando errou a intenção do usuárioNas tarefas pessoais, o resultado foi irregular. Ao agendar a instalação de internet, o agente achou um desconto de US$ 100 no e-mail do repórter, mas travou numa verificação humana que exigia segurar um botão. Também ignorou a opção de visita gratuita a um coworking, ficou preso no login da Ikea e foi barrado no site de um restaurante. O próprio agente indicou uma página da OpenAI sobre sites que bloqueiam seu navegador em nuvem.
O desempenho melhorou em tarefas sob controle do usuário. O agente redesenhou o site pessoal do repórter a partir de instruções passadas por telefone, juntou vários vídeos em um clipe no formato de redes sociais e publicou as mudanças no site, embora tenha exigido um número elevado de permissões. A reportagem descreve o produto como uma espécie de Codex para o público geral, mais voltado ao trabalho do que às compras.
Por que isso importa para empresas
- Agentes que operam computadores já conseguem executar tarefas reais de escritório, como edição de arquivos e atualização de sites, e merecem pilotos controlados em áreas com processos repetitivos.
- O volume de permissões exigido pede regras claras de acesso, contas separadas para os agentes e revisão humana antes de qualquer pagamento ou envio de dados bancários.
- Barreiras anti-robô ainda limitam a automação de compras e cadastros, por isso vale mapear quais sistemas da empresa e de fornecedores aceitam esse tipo de acesso.
Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por The Verge. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.



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