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Corteva fala em novo normal no agro, e Scheffer relata ganho de 10% com IA

Em painel no GAFFFF, a executiva Brook Cunningham citou clima e crédito como desafios, e o grupo Scheffer relatou alta de produtividade ao seguir recomendações de uma IA.

Imagem: InfoMoney

A agricultura vive um novo normal, marcado por crédito restrito, rupturas nas cadeias de produção, tensões geopolíticas e incerteza a cada safra. A avaliação é de Brook Cunningham, diretora comercial da Corteva Agriscience, que participou de um painel no Global Agribusiness Festival (GAFFFF), em São Paulo. Para ela, o futuro do setor trará mais desafios do que respostas confortáveis.

Segundo a executiva, as mudanças climáticas tornaram as safras imprevisíveis, e os juros mais altos adotados para conter a inflação após a pandemia pesam sobre a economia. Ela afirma que novos produtos continuam importantes, mas não bastam: a resposta envolve também governos, políticas públicas e ferramentas financeiras melhores. A Corteva tem hoje US$ 11 bilhões em químicos e biológicos em desenvolvimento.

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Parte da solução, segundo o painel, pode passar pela inteligência artificial, ainda vista com desconfiança no setor. Guilherme Scheffer, sócio-diretor da Scheffer, contou que o grupo desenvolveu uma IA com uma empresa de tecnologia e a testou em 10% da área de plantio em Mato Grosso. O modelo é treinado com dados de nutrição de plantas, análise de tecidos, hormônios, aminoácidos, genética e solo.

A empresa manejou 2,5 mil hectares seguindo as orientações do chamado chat agrônomo em 80% dos casos e obteve ganho médio de 10% de produtividade nos talhões testados. Para Scheffer, quanto mais camadas de informação, maior a vantagem da IA sobre a análise humana. Ele afirma que a ferramenta nunca estará pronta, porque é recalibrada continuamente com a chegada de novos dados.

Por que isso importa para empresas

  • O caso da Scheffer mostra um caminho prático para o agro: testar a IA em uma fração da área, medir o resultado por talhão e só depois ampliar o uso.
  • Empresas que pensam em modelos próprios precisam organizar antes seus dados agronômicos, de solo e de produção, já que o desempenho depende do volume e da qualidade dessas informações.
  • Com crédito caro e clima incerto, ganhos de produtividade medidos em campo ajudam a justificar investimentos em tecnologia diante de sócios e financiadores.
Fonte originalLer a matéria completa em InfoMoney
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  • Corteva
  • Scheffer
  • produtividade agrícola
  • GAFFFF

Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por InfoMoney. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.

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