A multiplicação de sistemas automatizados e de arquiteturas distribuídas está tornando o ambiente corporativo mais complexo, e a falta de governança no Brasil favorece o acúmulo de contas esquecidas. A avaliação é de Rodrigo Haidar, gerente global de engenharia da Segura, em entrevista durante a Mind the Sec 2026. Ele chama essas contas de identidades fantasmas, criadas por diferentes áreas sem o acompanhamento adequado da TI.
Segundo Haidar, o mesmo fenômeno está na origem de práticas como shadow IT e shadow AI. O executivo afirma que, nas empresas brasileiras, existem 45 identidades não humanas, ligadas a máquinas e agentes automatizados, para cada usuário humano, e que uma parcela elevada delas não tem um responsável formal designado.
Leia tambémComo os consoles antigos geravam gráficos antes das GPUs programáveisA Segura diz adotar uma abordagem consultiva antes de vender software, ajudando os clientes a estruturar a governança e a atribuir responsabilidades sobre as contas existentes. Haidar prevê que a proteção de agentes de IA, de identidades não humanas e da comunicação entre máquinas se tornará prioridade, já que os ataques tradicionais perdem espaço para investidas que exploram identidades esquecidas.
Por que isso importa para empresas
- Empresas que adotam agentes de IA e automações devem inventariar contas de serviço, chaves e credenciais de máquinas e atribuir um responsável a cada uma.
- Políticas contra shadow AI e revisões periódicas de acessos ajudam a reduzir a superfície de ataque explorada por credenciais esquecidas.
- Projetos de IA agêntica precisam incluir a gestão de identidades desde o início, e não como etapa posterior.
Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por TI Inside. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.




