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IAs evitam recomendar voto, mas apresentam candidatos de formas diferentes

Levantamento com 2.186 respostas de sete serviços de IA, feito por professora da FGV/EAESP, aponta diferenças na ordem e na frequência de menções a presidenciáveis.

Imagem: IT Forum

Uma pesquisa conduzida por Lilian Carvalho, professora da FGV/EAESP, analisou como sete serviços de inteligência artificial organizam informações sobre a eleição presidencial de 2026. Foram coletados 2.223 registros entre 7 e 27 de setembro em ChatGPT, Gemini, Grok, Perplexity, Microsoft Copilot, Google AI Mode e Google AI Overview. Após a exclusão de 37 mensagens operacionais ou de cadastro, 2.186 textos foram analisados.

O levantamento não mede intenção de voto nem atribui preferência política aos modelos. Entre as 631 respostas que citaram Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Lula apareceu antes em 623. Em perguntas sem nomes prévios, a frequência foi quase igual: 81% para Lula e 80,4% para Flávio. A pesquisadora lista hipóteses, como o fato de Lula ser o presidente em exercício e a organização das fontes, sem poder isolá-las.

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Outros candidatos também apareceram nas perguntas gerais: Ronaldo Caiado em 54,9% das respostas, Romeu Zema em 49,9%, Augusto Cury em 49,8% e Renan Santos em 47,4%. Diante da pergunta sobre em quem votar, com 122 textos aproveitáveis, os serviços inicialmente deixaram a escolha ao usuário, comportamento compatível com a regra do TSE que proíbe provedores de IA de recomendar candidaturas, mesmo a pedido.

As diferenças surgiram depois dessa recusa. Ao longo de 21 datas, o Grok mencionou Lula e Flávio juntos em todas as respostas ao pedido de indicação de voto, o ChatGPT em apenas uma, e Gemini e Google AI Mode em nenhuma. Em quatro de 21 respostas sobre valores conservadores, o Grok apontou Flávio como o mais alinhado. A autora ressalta que o estudo não é uma auditoria de conformidade com as regras eleitorais.

Por que isso importa para empresas

  • Empresas que oferecem chatbots ao público devem revisar como seus assistentes tratam temas políticos no período eleitoral, já que as regras do TSE alcançam sistemas generativos e ferramentas conversacionais.
  • O estudo mostra que a ordem e o contexto das respostas pesam tanto quanto a recusa explícita, um ponto a incluir em testes de qualidade e na governança de qualquer assistente de IA.
Fonte originalLer a matéria completa em IT Forum
  • eleições 2026
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  • governança de IA

Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por IT Forum. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.

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