Os executivos que comandam grandes empresas, unicórnios e instituições financeiras estão mais presentes no LinkedIn, mas a popularização da inteligência artificial tornou mais difícil se diferenciar. Pesquisa da FGV EAESP com a Elementar Comunicação acompanhou 225 CEOs, todos com perfis ativos, que somaram 8.116 publicações em 2025. Na edição anterior do levantamento, feita em 2022, 45% dos líderes avaliados não mantinham atividade na plataforma.
Para dimensionar o volume de textos automatizados, a reportagem cita a Pangram, que desenvolve ferramentas de detecção de conteúdo gerado por IA. Ao examinar mais de 1 milhão de publicações feitas entre abril e junho de 2026, o detector apontou como integralmente produzidos por IA 41% dos posts do LinkedIn com mais de 250 palavras e 30% dos que tinham entre 50 e 250 palavras. Os números são estimativas da ferramenta, sem confirmação de autoria.
Leia tambémPesquisa usa sinais cerebrais para a IA perceber quando errou a intenção do usuárioNo estudo da FGV, “inovação” está entre os temas mais citados, com 2.469 menções, ao lado de termos como futuro, saúde e liderança, enquanto sustentabilidade aparece apenas em 20º lugar. A coordenadora acadêmica, Lilian Carvalho, descreve um tom predominantemente positivo e institucional na rede, que ela associa à expressão “LinkeDisney”. A pesquisa ainda não mediu quantos posts foram feitos com IA generativa.
O LinkedIn passou a permitir que usuários sinalizem conteúdos que parecem AI slop, definido pela empresa como texto de baixo esforço e sem ponto de vista próprio. Mais de 1 milhão de pessoas usaram a opção nas duas primeiras semanas, e as visualizações desse tipo de conteúdo caíram 40%. A plataforma diz que nenhuma marcação isolada define a distribuição e que trocará o recurso que reescrevia posts por outro voltado à clareza, sem alterar a voz do autor.
Profissionais ouvidos pelo IT Forum descrevem processos com participação direta do executivo. Luciana Lima, da Elementar, diz que a IA ajuda em pesquisa, roteiros e tarefas repetitivas, mas não deve redigir sozinha o pensamento do líder. Francisco Cuesta, da Boyden Brasil, parte de experiências pessoais, usa IA para reunir dados que sustentem seus textos e mantém o ritmo de cerca de uma publicação por semana.
Por que isso importa para empresas
- Empresas que usam o LinkedIn para posicionar seus executivos devem tratar a IA como apoio à pesquisa e à edição, não como autora, já que a plataforma passou a identificar e reduzir a exposição de conteúdo genérico.
- Vale estruturar um fluxo com entrevistas, revisão e aprovação final do próprio executivo, para preservar sua voz e evitar textos parecidos com os de concorrentes.
- A frequência de publicação perde peso como métrica; relevância e originalidade passam a ser os indicadores a acompanhar.
Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por IT Forum. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.



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