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John Deere, AGCO e CNH apostam em IA e dados para elevar a produção agrícola

No Global Agribusiness Festival, em São Paulo, executivos das três fabricantes defenderam máquinas conectadas e soluções de IA acessíveis a produtores de todos os portes.

Imagem: InfoMoney

Diante das projeções de que a população mundial chegue a cerca de 10 bilhões de pessoas até 2050, representantes da John Deere, da AGCO e da CNH discutiram no Global Agribusiness Festival (GAFFFF), em São Paulo, o papel da tecnologia na segurança alimentar. Os executivos concordaram que as máquinas precisam ficar mais inteligentes e que as soluções devem chegar a produtores de qualquer porte.

Cristiano Correia, vice-presidente da John Deere, relembrou a evolução do campo, da tração animal à era da IA e da robótica. A empresa mantém desde 2024 um centro de pesquisa em Indaiatuba (SP), que recebeu R$ 180 milhões, e diz ter 1 milhão de máquinas e 200 milhões de hectares conectados na América Latina. Ele citou a JD, solução de IA que atua como consultora do cliente, e a tecnologia See & Spray.

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Marcelo Traldi, da AGCO, afirmou que o setor está trocando a era da potência pela da inteligência, com IA aplicada do preparo do solo ao armazenamento. Segundo ele, a solução OUT RUN, da PTx, nova empresa do grupo, aumentou em 60% a velocidade de colheita, reduziu em 15% o consumo de combustível e permite operar 24 horas. A companhia também investe na requalificação de operadores.

Eduardo Kerbauy, da CNH, apontou três pilares para alimentar o mundo: combustíveis alternativos, agricultura regenerativa e adoção de IA. A empresa lançou o que apresenta como o primeiro trator agrícola do mundo movido a biometano e desenvolve máquinas elétricas e a hidrogênio. Com plataformas de monitoramento em tempo real, os concessionários passaram da manutenção reativa para a proativa, com o uso de alarmes.

Por que isso importa para empresas

  • Para empresas do agronegócio e fornecedores do setor, máquinas conectadas geram dados que podem orientar decisões de manejo, manutenção e logística, desde que exista estrutura para integrar e analisar essas informações.
  • Produtores e revendas devem verificar quem controla os dados gerados pelos equipamentos e como eles podem ser usados em outras plataformas antes de fechar contratos.
  • A manutenção preditiva é uma aplicação de IA com retorno mais fácil de medir e pode ser um bom ponto de partida para operações com frota própria.
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Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por InfoMoney. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.

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