O TechCrunch publicou um levantamento dos principais agentes de inteligência artificial que podem ser usados por meio de mensagens de texto, sem a necessidade de baixar um novo aplicativo. A lógica é tratar o assistente como um contato: o usuário envia o pedido, e o agente guarda o contexto, se conecta a serviços que a pessoa já usa e executa tarefas como agendar compromissos, pesquisar viagens, enviar e-mails e fazer reservas.
O nome de maior destaque é a Instinct, que já havia levantado US$ 350 milhões com avaliação de US$ 2,5 bilhões e, em setembro de 2026, recebeu um aporte de US$ 1 bilhão que elevou seu valor para US$ 10 bilhões. O agente atende por texto ou voz, ganhou endereços de e-mail próprios para criar contas em nome do usuário e começou a fazer ligações, o que gerou questionamentos sobre privacidade e segurança.
Leia tambémPesquisa usa sinais cerebrais para a IA perceber quando errou a intenção do usuárioEntre os assistentes de uso geral, a lista cita a Caddy, que transforma informações espalhadas no celular em lembretes e eventos de agenda via iMessage e RCS; a Folk, que opera em um computador próprio na nuvem e consegue executar código; a Iris, baseada no Hermes agent; e a Martin, disponível em SMS, WhatsApp, e-mail e Slack, com planos a partir de US$ 21 mensais.
Há também agentes voltados a nichos. Fambot, Ohai, Ollie e Orbits organizam a rotina familiar, reunindo calendários escolares, tarefas domésticas e refeições. A Ollie se destaca por ter obtido a certificação de segurança SOC 2, e a Fambot, lançada em beta no início de setembro, captou US$ 3,5 milhões em rodada pré-seed. Já a Miso foca em viagens e combina planejamento por IA com uma equipe dedicada de atendimento.
Os modelos de cobrança variam bastante. A Folk oferece plano Pro por US$ 8,33 mensais, a Ohai começa em US$ 9,99 e a Ollie cobra US$ 25 por 150 mensagens ou US$ 100 por até mil mensagens. A Fambot é gratuita durante o beta, mas pretende cobrar algo próximo do valor de uma assinatura da Netflix. A Pally tem plano gratuito que inclui 15 minutos de chamadas por mês.
Por que isso importa para empresas
- O canal de mensagens está virando interface para agentes que executam tarefas, o que tende a mudar a forma como clientes brasileiros, muito habituados ao WhatsApp, esperam interagir com empresas.
- Antes de liberar agentes com acesso a e-mail, agenda e contas corporativas, gestores devem definir políticas de permissão e exigir dos fornecedores certificações de segurança como a SOC 2.
- Empresas que atendem por WhatsApp podem testar agentes em tarefas estruturadas, como agendamentos e lembretes, medindo resultados antes de ampliar a autonomia do sistema.
Texto da Redação IA BRAZIL, escrito a partir da matéria publicada por TechCrunch. Título original, imagem e matéria completa pertencem à fonte.



:quality(85)/91d1635b-15e4-4706-8c68-86032e250499.jpg)
